30 de maio de 2017

Livro de cabeceira: Puuung





Sem leitura não se pode escrever. Tão-pouco sem emoção, pois a literatura não é, certamente, um jogo de palavras. É muito mais. Eu diria que a literatura existe através da linguagem, ou melhor, apesar da linguagem.

Jorge Luis Borges

Leitores célebres: Lily James




A literatura é essencialmente solidão. Escreve-se em solidão, lê-se em solidão e, apesar de tudo, o ato de leitura permite uma comunicação entre dois seres humanos.

Paul Auster

A leitura na arte: Jean Beraud




As letras são o alimento da juventude, a paixão da idade madura e a recreação da velhice; dão-nos brilho na prosperidade, e são uma consolação, um recurso no infortúnio; fazem as delícias do gabinete, e não embaraçam em nenhuma situação da vida; de noite servem-nos de companhia, e vão connosco para o campo e em viagem.

Cícero

Na estante: Hong Kyong Tack




A literatura não é algo que nos faça felizes, mas ajuda-nos a defendermo-nos da infelicidade.

Mario Vargas Llosa

A leitura na arte: Edgar Degas





A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta. Talhar a obra literária sobre as próprias formas do que não basta é ser impotente para substituir a vida.

Fernando Pessoa

Livro do dia: Seduction, Nicole Edwards

(Albert Williams)

Título:
Seduction


Autor:
Nicole Edwards


Sinopse:

Talvez a escritora Ashleigh Thomas tenha cometido o maior erro da vida dela. Ao mudar-se para outra cidade para ficar mais perto da família, ela se coloca também mais perto do único homem para o qual nunca conseguiu dizer não.

Alex McDermott passou a maior parte da década tentando ficar longe de Ashleigh, mas quando ela vem morar bem perto dele, ele não consegue mais resistir. Mas ele tem um segredo que pose afastá-la definitivamente….

Fonte: Goodreads (tradução adaptada)

Ano de publicação:
2012

Edição em português:
Não.

Indicado para:
Adultos

(Albert Williams)


29 de maio de 2017

Bibliobibuli no Instagram

(Colagem por S.C. Zerbetto)

Bibliobibuli no Instagram

@bibliobibuli_scz


Já era tempo, e eu finalmente iniciei as postagens também no Instagram  - @bibliobibuli_scz. É mais um diário fotográfico de uma leitora eclética e excêntrica, portanto o conteúdo vai ser ligeiramente diferente do que se vê por aqui ou mesmo na página Bibliobibuli do Facebook.

Por enquanto vou manter esse blog, para as eventuais resenhas e como um arquivo pessoal de imagens relacionadas à livros e à leitura. Isso sem falar dos livros do dia! Enquanto eu tiver material, continuo.

Muito obrigada e boas leituras!

:-)

S.


Livro do dia: Olhai os Lirios do Campo. Érico Veríssimo

(Vicente Romero Redondo)

Título:
Olhai os Lirios do Campo

Autor:
Érico Verissimo





Eugênio Pontes, moço de origem humilde, a custo se forma médico e, graças a um casamento por interesse, ingressa na elite da sociedade. Nesse percurso, porém, é obrigado a virar as costas para a família, deixar de lado antigos ideais humanitários e abandonar a mulher que realmente ama. Sensível, comovente, "Olhai os Lírios do Campo" é um convite à reflexão sobre os valores autênticos da vida.


Ano de publicação:
1938

Cinema/TV:
Adaptação para a TV brasileira.

Indicado para:
Adolescentes e adultos.

(Vicente Romero Redondo)

"– Só foge da solidão quem tem medo dos próprios pensamentos, das próprias lembranças.
– Talvez...
– Mas se tu soubesses como a solidão pode nos enriquecer..."

Érico Veríssimo, Olhai os Lírios do Campo


(Vicente Romero Redondo)

A leitura na arte: Lluïsa Vidal i Puig





A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.

Carlos Drummond de Andrade

Leitores célebres: Keira Knightley






Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.

Fernando Pessoa

Livros e leitores: Catherine Chauloux





Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno.

F. Nietzsche

Livros e leitores: Adam Simpson





Os poetas e os romancistas são aliados preciosos, e o seu testemunho merece a mais alta consideração, porque eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas que a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda. São, no conhecimento da alma, nossos mestres, que somos homens vulgares, pois bebem de fontes que não se tornaram ainda acessíveis à ciência.

Sigmund Freud

A leitura na arte: Pierre-Auguste Renoir




Olho para as centenas de livros no meu gabinete e apercebo-me que não toquei na maior parte deles depois de os ter lido ou dado uma vista de olhos pela primeira vez. Mas nem sequer considero a hipótese de me desfazer deles - então, e se eu quiser abrir este ou aquele um dia destes? Gastei o meu último dinheiro tanto a adquirir novos livros como em prostitutas. Comprar livros novos é um prazer muito diferente do prazer de ler: examinar, cheirar, folhear um livro novo é a própria felicidade.
Os livros dão-me confiança pela sua disponibilidade, de que posso sempre aproveitar-me se quiser. O mesmo acontece com as mulheres - preciso de muitas delas e têm de se abrir à minha fente como os livros. Na verdade, para mim, os livros e as mulheres são semelhantes de muitas formas. Abrir as páginas de um livro é o mesmo que afastar as pernas de uma mulher - o conhecimento revela-se à nossa vista.
Todos os livros têm um odor próprio: quando abrimos um livro e cheiramos, cheiramos a tinta, e é diferente em cada livro. Rasgar as páginas de um livro é um prazer inenarrável. Mesmo um livro estúpido me dá prazer quando o abro pela primeira vez. Quanto mais esperto for, mais me atrai, e a beleza da capa não é importante para mim. Isto não é necessariamente verdade para as mulheres.
Tal como uma mulher se pode vir com qualquer homem habilidoso, assim um livro se abre a qualquer um que lhe pegue. Dará o prazer da sua sabedoria a quem for capaz de o compreender. Por isso sou cioso dos meus livros e não gosto de os dar a ninguém para ler. A minha biblioteca é o meu harém.

Alexander Puschkine, in 'Diário Secreto'

28 de maio de 2017

A leitura na arte: Paolo Sala






Não viajo sem livros, nem na paz, nem na guerra... pois não se pode dizer o quanto eu me repouso e demoro nessa consideração de que eles estão ao meu lado para me darem prazer quando preciso e em reconhecer quanta ajuda eles me trazem à vida. É a melhor provisão que tenho encontrado para esta viagem humana e sinto uma pena extrema das pessoas inteligentes que deles se privam.

Michel de Montaigne, in 'Dos Três Comércios'

Leitores célebres: Steve Martin



Porque os livros não são de todo coisas mortas (...) preservando, como um frasco, a mais pura extração do intelecto que os criou. Sei que são tão vivos e vigorosamente produtivos como os fabulosos dentes de um dragão e sendo fomentados podem unir homens armados.

John Milton, in 'Aeropagitica'

Ratos de biblioteca: Edwina White




Tu e eu somos o que somos e seremos o que formos. Quanto a ser-se envenenado por um livro, não existe tal coisa. A Arte não tem qualquer influência sobre a acção. Aniquila o desejo de agir. É soberbamente estéril. Os livros a que o mundo chama imorais são os livros que mostram ao mundo o seu opróbio, nada mais.

Oscar Wilde, in "O Retrato de Dorian Gray"

27 de maio de 2017

Café com leitura: Victoria Ying




Não há dúvida nenhuma: se um leitor não se tem firme nos pés diante de certos livros e de certos autores, acontece-lhe como quando a gente se debruça a uma alta janela e olha com adesão exagerada para o fundo: atira-se dali abaixo. E coisa curiosa: tanto monta que o aceno venha dum clássico, como dum romântico, como dum realista, como dum futurista. Desde que a mão feiticeira que o faz saiba da sua poda, um homem, que ainda ontem era enforcado de Villon, passa a satânico de Baudelaire sem qualquer cerimónia.
Miguel Torga, in "Diário (1942)"

Leitores célebres: Liv Tyler




A pedra de toque de um livro (para um escritor) é o momento em que o livro oferece enfim um espaço onde, com toda a naturalidade, se pode dizer o que se quer dizer. Como esta manhã, em que pude dizer o que Rhoda disse. Isto vem provar que o livro tem uma vida própria: porque não esmagou o que eu queria dizer, antes me permitiu intrduzi-lo mansamente, sem uma tensão, sem uma alteração.
Virginia Woolf, in "Diário"


A leitura na arte: Johanne Mathilde Dietrichson




A arte de não ler é muito importante. Consiste em não sentir interesse algum por aquilo que está a atrair a atenção do público numa determinada altura. Quando um panfleto político ou eclesiástico, um romance ou um poema estão a causar grande sensação, não devemos esquecer-nos de que quem escreve para tolos tem sempre grande público. Uma condição prévia para ler bons livros é não ler os maus: a nossa vida é curta. 

Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos' 

Livro do dia: As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain



Título:
The Adventures of Huckleberry Finn

Autor:
Mark Twain








Sinopse:

Lançado em 1885 como sequência de As aventuras de Tom Sawyer (1876), a história de Huck Finn, no entanto, ganhou autonomia: é unanimemente considerada a obra-prima de Mark Twain e mudou para sempre o imaginário dos Estados Unidos. 
Para se livrar do pai bêbado e violento, Huckleberry Finn se refugia em uma pequena ilha do rio Mississippi, onde se alia com Jim, um escravo fugido. Em busca de liberdade, a inusitada dupla se lança numa viagem pelo leito do rio, às margens da sociedade pré-Guerra Civil. 
Marco fundador da narrativa estado-unidense, o romance registrou a fala comum da gente simples e inaugurou a tradição – central das artes americanas – do anti-herói jovem e espirituoso que, graças à condição de desajustado, goza de uma visão privilegiada do mundo. Muitas vezes alvo de polêmicas, Huck Finn não cessa de suscitar reflexões sobre o absurdo da humanidade.

Ano de publicação:
1884




Edição em português:

Cinema/TV:
Sim.

Indicado para:
Todas as idades