Quando aquela personagem faz uma tremenda besteira e você tem vontade de jogar o livro pela janela... cinco andares abaixo aqui no meu refúgio santista. Apenas para se lembrar que é o segundo de uma série de quatro e você já comprou todos.
Bem feito pra mim - quem sabe eu aprendo a comprar um livro de cada vez!
Mi dispiace, Elena Ferrante, mas apesar dos quatro volumes comprados, não sei se vou terminar. Achei que não haveria nada pior depois daquele início de A História do Novo Sobrenome, mas estava enganada. É que burrice eu não tolero nem na ficção.
Segue spoiler ao final.
E com isso a maré de azar no mundo da ficção continua, entre a saga napolitana e a série passada no círculo polar ártico. Acho que é hora de voltar às minhas leiturinhas inofensivas. Ainda bem que O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón, não tem me decepcionado, muito pelo contrário - o livro só cresce.
Agora vou me esconder atrás do romancinho mais próximo.
Boas leituras!
:-)
S.
Segue o spoiler abaixo da imagem...
Spoiler - não diga que eu não avisei...
Você ajuda a sua suposta melhor amiga a trair o marido. Concorda em acobertar o encontro, com uma certa relutância, mas concorda mesmo assim. Tudo bem, o marido era aquele cara do capítulo 7 (vide comentário de algumas semanas atrás), ele até que merecia.
Só que a coisa não fica por aí. Se ficasse, tudo bem. A minha indignação não é baseada em moralismo ou puritanismo da minha parte.
A amiga pede para que você a ajude a trair o marido, e o detalhe é que o futuro amante que a mui amiga elegeu é o cara pelo qual você é apaixonada desde a infância. E você concorda porque "ama os dois".
Please. Dá licença!
Não dá para entender, ainda mais quando a personagem é descrita como uma pessoa de inteligência acima da média. Será?
Calma, tem mais. Aí ao mesmo tempo que a traição se consuma, você vai e decide perder a virgindade com o pai do cara que você ama desde a infância, o amante da amiga (se é que você está acompanhando esse imbroglio de dar inveja a Nelson Rodrigues).
Tem mais.
Esse pai é o mesmo sujeito que te assediou sexualmente e te traumatizou quando você mal havia entrado na adolescência. Você podia ter escolhido o melhor amigo do amante da amiga, um sujeito legal e que está genuinamente interessado por você, mas não, você opta pelo pedófilo...
Muita burrice, muito masoquismo para a minha cabeça, mesmo na literatura.



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